terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Os povos indígenas antes do colonizador


(fonte: http://www.morbidglamour.com/2012/04/5-coisas-sobre-mim-5-things-about-me.html)
  



      Muito longe do mundo das fortalezas medievais, sem espadas de ferro, fora do alcance das caravelas e bem antes de em 1500 Cabral avistar as terras do Monte Pascal, outros povos já navegavam em seus rios, lutavam suas guerras, fabricavam suas armas, cuidavam de seu solo e viviam suas vidas no lugar que futuramente se chamaria Brasil: eram os índios.

  Eles tinham uma organização e cultura diferentes da europeia, e por isso foram considerados por muitos anos inferiores aos seus descobridores, mas na verdade o que há é diferença e não inferioridade. Não era o Brasil antes do descobrimento uma terra sem Deus, Lei ou rei, e sim cria em outros deuses, possuíam outra Lei e outros reis.

   Os indígenas não praticavam o capitalismo europeu. Eram povos nômades, que viviam da caça, coleta e agricultura. A terra era de todos. O que se colhia ou caçava era dividido com os demais. Segundo Boris Fausto, não havia uma busca pelo lucro, suas práticas eram sustentáveis, mas o historiador não acredita que eles tinham de que deviam proteger o meio-ambiente.

   Eles viviam em casas comunitárias de palha - as malocas.

 Quanto à religião, os indígenas acreditavam em muitos deuses, estes associados à natureza ou aos ancestrais.

  O pajé era um elo entre os homens e os deuses. Assumia as funções de curandeiro e sacerdote e era tratado com grande respeito.




(fonte:http://www.allposters.es/-sp/Tupinamba-Indians-Observed-by-Hans-Staden-During-Voyage-to-Brazil-Posters_i6238589_.htm)




  Algumas tribos, como a dos Tupinambá, praticavam o canibalismo. Os inimigos capturados eram mortos em rituais e depois a carne era devorada, pois criam os devoradores que ganhariam a sua coragem, a força e a sabedoria. Por causa disso, não era costume deles comerem carne de covardes e fracos.
   E quem eram os Tupinambá? Era uma tribo que se distribuía ao longo do litoral brasileiro e tinha como língua o Tupi. Sua tribo é a mais conhecida.
  Sua sociedade era guerreira e sua cultura, até pequenos detalhes, está evolvida permeada pela arte de guerrear.
   Na sociedade Tupinambá, as mulheres trabalhavam na coleta de frutos e raízes, cozinhavam e cuidavam dos filhos. Aos homens eram reservadas a guerra e a caça. O homem era guerreiro, devia de ser visto como guerreiro desde seu nascimento. Quando um menino Tupinambá nascia o pai ficava de quarentena, junto com o bebê na rede, protegendo-o, num ritual cercado de símbolos da guerra. Esse ritual chamado de couvade representa bem a sociedade guerreira em que viviam. Para guerrear, os Tupinambá se pintava e pediam auxílio aos seus deuses.
  Além dessa tribo havia muitas outras as quais os tupinambá chamavam de Tapuia. Tapuia, esse termo historicamente construído, significa inimigo, portanto é uma generalização, um termo que se refere aos povos que não eram Tupinambá. Entres eles podemos citar os Carijó, os Tupiniqui, os Cariri, etc. Era grande a variedade e quantidade de indígenas, até que chega o colonizador europeu.
   Eis as principais nações e tribos indígenas que habitavam o país:
·        “-A nação dos Tupis: Maués e Omáguas (Amazonas); Potiguares (Rio Grande do Norte,); Caetés (da Paraíba ao rio São Francisco); Tupínambás e Tupiniquins (Bahia); Tamoios (Rio de Janeiro); Carijós e Guaranis (sul do Brasil).
·         -Nuaruaqucs: Manaus e Aruãs.
·         -Carihas ou Caraíbas: origem do nome canibal como sinônimo de antropófago.
·         -Jês: Aimorés e Xavantes.
·         -Os Guaicurus: índios, cavaleiros de Mato Grosso.”( http://www.consciencia.org/resumo-sobre-os-indios-brasileiros).

   Dos cerca de 5 milhões de indígenas que haviam em nosso território hoje só restam em torno de 800 mil, o que corresponde a 0,4% da população brasileira. A cultura que veio do além-mar (a dos europeus) trouxe suas armas, suas doenças, fez suas fortalezas e os massacrou. O pouco que restou sobre a cultura dos indígenas, chegando até nós, veio principalmente dos cronistas e colonizadores que para cá vieram e relataram para o Velho Mundo as estranhezas do Novo.




            Guerreiro Tupinambá (Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Homen_Tupinamba.jpg)
                       




     Fonte da imagem: (http://www.americaindigena.com.br/?_escaped_fragment_=recursos-multim%C3%ADdia)




Fontes bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paj%C3%A9 (Acesso em 5 de fev. de 2013.)
http://www.suapesquisa.com/indios/(Acesso em 5 de fev. de 2013.)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Relatório da viagem ao Museu dos Ex-Votos


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE – UFS
Curso: História – Licenciatura Noturno / 2011.2
Profº. Doutor Antônio Lindvaldo Sousa
Aluno: Denisson Abreu Teles






vista da frontal da igreja, com a entrada do museu à esquerda (portão abaixo do sino)
    



                                                
 alunos Márcio, Denisson e Mallu
 (da esquerda para a direita),
 em frente à entrada igreja
                                                    




  Cumprindo o dever de apresentar um pouco dos museus e arquivos que são guardiães da história sergipana, no dia 12 de dezembro, das 13h50min às 15h:40min, foi realizada uma visita de estudo ao Museu do Carmo (o antigo Convento da Ordem Terceira do Carmo), em São Cristóvão, pelos graduandos Denisson Teles, Márcio Santos e Mallu dos Santos. 

    Durante a pesquisa não houve documentos como suporte de informações. Mas conseguimos  informações oralmente com a benevolente professora de educação física Vânia, que mesmo não sendo da área de história ou funcionaria do museu, deu as informações necessárias ao desenvolvimento do trabalho de pesquisa. Todavia, não foi tão somente a ajuda da instrutora, pois houve um complemento dado por outras duas pessoas (a funcionária do museu e um professor de historia), que deram um complemento de informações.

   O Museu do Carmo é parte de uma Igreja De Senhor do Passos, da paróquia de mesmo nome. O templo católico é datado do século XVIII e foi construído, como fica claro pelo nome, para a Ordem Terceira dos Carmelitas, que se difere das outras duas ordens por ser formada por leigos - das outras duas fazem parte freiras e padres. O padroeiro da Igreja está diretamente ligado aos ex-votos, ou promessas, que há no museu, como viemos a saber depois de algumas perguntas a nossa instrutora. Sua imagem é importantíssima para a comunidade.

   O museu funciona de terça a sexta, das 10h00min às 16h00min, e também é aberto sábado e domingo, das 08h00min às 13h00min.

   

   Logo que chegamos, tivemos dificuldade para separar qual o edifício pertencente à Ordem Terceira e o que pertencia à Ordem Primeira. É que a igreja de Senhor dos Passos está ligada à igreja da primeira ordem e também ao convento. Mas logo fomos instruídos a respeito, e pudemos conhecer a estrutura. A estrutura pertencente à Ordem Terceira do Carmo tem essa composição: museu dos ex-votos, Igreja da Ordem Terceira do Carmo, claustro, sacristia, e salas para reuniões do andar superior e uma capela.

   Fizemos pesquisa não só da sala dos ex-votos, mas de todas as partes da estrutura. Entrando e fotografando todas as salas, descobrindo a beleza artística e história de cada uma delas. Porém é nos ex-votos que a nossa atenção se volta.
   Antes de tudo começamos pela igreja, que é por onde se tem acesso a sala: uma construção de tamanho singelo, mas de grande beleza, como podemos ver pelas imagens.

   Na igreja podemos ver oito altares laterais com imagens de santos também em madeira. Entre elas podemos ver as imagens de Nosso Senhor Atado a Coluna e de Nossa Senhora da Soledade. Já no altar principal, que é de ouro, temos a imagem de Nosso Senhor Dos Passos e de Nossa Senhora do Carmo.


Dênisson Teles, em frente ao altar-mor



corredor da Igreja, com altar-mor ao fundo



.
                                                                                 
                                                                                         Imagem de Nossa Senhora da  Soledade (ou das Dores),  altar lateral
      


   Depois de uma passada rápida pela sacristia e pela capela, onde outrora ficava o antigo tanque de água benta, nos dirigimos, enfim, à sala dos ex-votos. E o que são ex-votos? São os objetos que são deixados pelos fiéis católicos em agradecimento a uma graça pedida a um santo ou a Deus, é o cumprimento de um voto. A sala está repleta deles.






sala dos ex-votos


    O piso é de lajotas em estilo antigo, e o conjunto tem razoável estado de conservação (qualidades que não diferem das outras estruturas visitadas, pertencentes à Ordem Terceira). No teto, nas paredes e ao pé das destas, podemos ver a demonstração da fé do povo da região, e até de outros estados, que foi depositada ao longo de dezenas de décadas, e que continua - pois não é um museu morto, mas avivado pela crença que o atualiza a cada novo ex-voto. A tradição remonta ao século XVIII, numa história que se assemelha à da imagem de Nossa Senhora de Aparecida.
   Segundo os relatos e a fé do povo, pescadores encontraram no rio Paramopama um caixote de madeira que continha uma imagem de Nosso Senhor dos Passos. Esta, foi levada aos frades carmelitas, que tomaram para a Igreja da Terceira Ordem de Nosso Senhor dos Passos e, desde então, muito milagres foram atribuídos a ela, e como ofertas a Deus, são deixados na igreja os ex-votos daqueles que pedem seus milagres.
   Cada ex-voto é um pedaço da história vivida por pessoas distintas. Há muitos braços, cabeças e pernas, entre outras estruturas do corpo em madeira e em gesso, que sugerem a cura de doenças dessas áreas representadas.



                                                            
                                                                                                                              
   
          












   Há também, fotografias bem antigas, que mostram o estilo de roupa e a forma de vida que se tinha. Muitos dos que estão representados talvez nem mais vivos estejam. Há cabelos, fitas e terços, imagens, quadros, flores, fotografias, etc. Na sala dos ex-votos, um bom curioso se delicia com os detalhes de épocas que pode encontrar, e tem a imaginação desperta, pois por eles, ousamos imaginar os problemas, as dificuldades, as doenças, etc., das pessoas que por ali passaram, e que continuam a passar.



espécie de armário antigo com fotografias e 
representações de partes do corpo          





uma menininha e sua mecha de cabelo dourada
       
          


"Livro" de madeira. Esse foi ofertado em agradecimento pelo fato de ter aprendido a ler. E, por ele, refletimos a importância que teve o fato para alguém "depois de adulto".




fotografias antigas, animais de barro, entre outros objetos


   A quantidade de ex-votos depositada é tão grande que uma outra sala está sendo usada para também depositá-los: a sala de exposição da festa de Senhor dos Passos. Essa outra sala possui um acervo de fotos da procissão e informações sobre a festa.
  A referida procissão está entre as maiores do estado, reunindo em torno de 50 mil católicos, e acontece duas semanas após o carnaval. É um símbolo de penitência, para o tempo de Quaresma.Nela, são levadas a imagem do padroeiro e a de Nossa Senhora da Soledade.
   Existe toda uma tradição na preparação das imagens de Nossa Senhora da Soledade e do Senhor dos Passos. Antes do dia da procissão, as mulheres ficam responsáveis pela arrumação da primeira, e os homens da segunda. É tradição que nunca ocorra o contrário.

   Depois de vestidas, as imagens vão para a procissão, saindo por lados opostos e se encontram na praça onde fica o museu.

   É por conta da época da festa que os ex-votos costumam ser entregues de janeiro a março (a depender da data do carnaval).

sala de exposição da Festa de Senhor dos Passos




    Enfim, pelo que pudemos ouvir e ver, podemos dizer que o museu dos ex-votos guarda um pouco da história do povo sergipano e principalmente do povo de São Cristóvão. E continua guardando nos dias de hoje, para as futuras gerações. É um acervo que vai se atualizando continuamente.
   Depois da sala dos ex-votos, passamos novamente na Igreja, para tirarmos mais algumas fotos. E então saímos às 15:40 min., concluindo nosso trabalho e levando um pedaço do início da história sergipana dentro de nós.
    

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Leif descobriu a América

                             
                 
                             Leif descobrindo a América          (fonte:http://getasword.com/blog/386-famous-viking-warriors)

 

     Nos livros de história, desde o quarto ano, já se fala de como Cristóvão Colombo descobriu o continente em que vivemos. Mas, foi bem antes de Colombo, bem antes da vó de Colombo nascer que um grupo de vinkings liderados pelo explorador Leif Eriksson chegaram no atual Canadá por volta do ano 1000, ao passo que Colombo só chegou em 1492 ao continente, na América Central, ou seja, cerca de 500 anos depois de Erikson.
 A afirmação que é título dessa postagem deve ter sido estranha para muitos, alguns devem ter torcido o nariz mas é a pura verdade. Nada de história da carochinha, pois até mesmo um estudo genético internacional reafirmou isso.
     

    A zona do Golfo de São LourençoNova Brunswick e Nova Escócia foi o território em que esses povos habitaram, dando a ela o nome de Vinland. Mas toda a história de Vinland parecia um mito da literatura nórdica até que finalmente essa história toda nos foi confirmada na década de 60 pelo explorador norueguês  Helge Ingstad e  Anne Stine Ingstad (a arqueóloga e mulher dele). Esse casal de pesquisadores acharou restos de um acampamento nórdico em  L’Anse aux Meadows, numa ilha do Canadá e os vestígios do acampamento datavam dentre os séculos X e XI. Essa data condizia para a surpresa dos pesquisadores aos relatos vinkings (tidos como lenda). Surpreendente!
  
   É de se esperar que esses "bárbaros"(sem precoonceito com eles)tenham chegado ao nosso  contiinente; é só conhecer como eles agiam e viviam para ter esse raciocínio. 
    Os vinkings eram homens piratas que pensavam como imperadores. Eles saiam da Escandinávia e davam rondas pelo resto da Europa asssustando a população, roubando riquezas e pilhando cidades. O século IX foi um período de invasões na Irlanda, Igleterra, na França etc. Portanto não é estranho pensar que eles também tenham se aventurado por essas bandas, pela América. 
    Eles invadiam mosteiros e roubavam vinho e os tesouros que neles encontravam. Era também costume deles povoar terras invadidas, como ocorreu na frança, onde criaram o Ducado da Normandia. Esse jeito imperialista dos vinkings faz com que a gente tenha mais certeza de que eles tenham se metido nessas bandas. Por que não? Vontade de "imperar" e invadir territórios eles tinham, e tinham também as melhores embarcações de seu tempo.    
                                                                 



                            embarcação vinking           
                                                                                fonte (http://www.historiadomundo.com.br/viking/civilizacao-viking.htm

         A historia de Leif começa na maior ilha do planeta: a Groenlândia.O seu pai, chamado Éric o Vermelho cometeu assassinatos e foi punido, foi exilado na ilha. Pois então, Leif, ouviu boatos de que haviam terras a mais oeste da ilha e foi se aventurar em busca delas. Achou então L’Anse aux Meadows, que batizou de Vinland.                                             

                                                                                   
                            
                                     Estátua representando Leif  na Groenlândia   
                                   (fonte: http://www.history.com/photos/viking-heroes-and-homes/photo3 )
                                                                                   
   
   Mas as pesquisas indicam que os vinkinngs  não passaram muito tempo por aqui. Foram mais ou menos 10 anos. Um dos prováveis motivos é que o número de habitantes era muito pequeno para manter uma colônia num lugar tão isolado.
   Hoje no local onde foram encontrados vestígios do aldeamento nórdico situa-se um sítio arqueológico que tem o mesmo nome do local ( L’Anse aux Meadows).
  Assim agora fica claro que quem descobriu a américa não foi Colombo, e olhe que eu estou sendo bastane prudente, pois não estou levando em consideração a possível chegada dos chineses, entre outros que alguns vêm apontando. Tudo isso rende mais pano pra manga que aqui não será feito.
  
    Que história!!


Fontes de minha pesquisa:
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/vikings-descobriram-america-434691.shtml
(http://pt.wikipedia.org/wiki/L'Anse_aux_Meadows)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinland
  


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Maus costumes na capital carioca

                                 
       D. João VI e carlota Joaquina                                                                             Caricatura de D. João sexto

    
     Quando a família real portuguesa veio ao Brasil, em 1808 fugindo de Napoleão Bonaparte, os hábitos de seus moradores eram bastante diferentes. Não eram muito higiênicos ou educados, o que enfeiava a Cidade Maravilhosa.
     Claro que a cidade era bela quando vista de longe (mas de longe!!!). Ela  tinha uma aparência bucólica que fazia harmonia com a vegetação que se encontrava ao redor. As suas casas demonstravam limpeza, como se podia ver por fora, o que lembrava as casas dos melhores vilarejos que existiam na Inglaterra, como relatou o oficial inglês James Tuckei. Mas o próprio Tuckei acrescenta que quando se entrava nas casas é que o aspecto de limpeza ia pelos ares, pois era apenas efeito do cal das paredes de fora das casas. Era só entrar e sentar à mesa para ver os ver ratos para lá e para cá. Isso ainda aliado aos costumes dos seus moradores.
     À mesa só se usava as mãos para comer. E esse costume não era só dos pobres não, o que deixou o grande pintor francês Jean Baptiste Debret impressionado. E as crianças ficavam sentadas no chão com aquela pasta que chamavam de comida nas mão, se divertindo a beça.
     Havia um outro costume à mesa que era o de colocar a mão no prato de quem estava comendo ao lado, para pegar um tiquinho de comida. Não era raro, portanto, de se encontrar dedos de pessoas diferente em um só prato. Segundo um inglês chamado Luccock esse era um gesto incontestável de amizade.
                             

                                         
   
   Nas ruas do Rio de Janeiro o mal cheiro devia emanar a beça. Por elas passavam os  tigres, que eram escravos que tinham a "honrosa" função de levar os dejetos para o mar. Esses pobres homens transportavam urina e fezes de residências e tonéis sobre as suas cabeças. Eram chamado tigres por conta das listas que tinhas em suas costas, por consequência dos trabalho deles. É que a amônia e a ureia dos tonéis, vazavam e  desciam pelas suas costas deixando marcas neles, o que lembrava as listas dos tigres.                                                                                                  
           
                     
                                                os tigre carregando tonéis de dejetos



     Doenças foram o resultado da falta de higiene no Rio de Janeiro.Eram  muitas: varíola, disenteria, elefantíase,etc. E para piorar a situação os métodos usados para a cura ministrados pelos barbeiros (os médicos da época) não eram de grande eficiência.
     Bem, isso deve não ter sido muito agradável para a corte portuguesa. Mas com o passar do tempo os costumes dos fluminenses foram mudando por conta da chegadas dela, pois a frança pouso na cidade. Eram costumes e produtos franceses cruzando o atlântico e mudando a vida da população. Não podiam deixar de vir as regras de etiqueta, e os talheres!
 Produtos e mais produtos cruzavam o atlântico chegando à cidade.
    Sobre essa onda de importações tem coisas engraçadas que posso até postar um outro dia se meu leitores quiserem.Mas vou começar a contar. É que vinham produtos que nem tinham utilidade aqui no Brasil. Vinham até patins de gelo. O que faziam com eles? Pois bem, eram usados para cortar carne.
    Assim, com o  tempo a cidade foi se maravilhando em seus costumes. O modo de vida da cidade foi aos poucos se europeizando, e se reeducando.
   Rio quem te viu, quem te vê!



    


fonte de pesquisa:    Gomes, Laurentino. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2009.

segunda-feira, 26 de março de 2012

As primeiras escovas de dentes

                                        


                 



     Vocês devem estar se perguntando o porquê dum porco escovando os dentes? O porco poque tem a ver com a história da escova de dentes, mas já quanto a escova na boca dele... Bom eu gostei da foto e coloquei. 
     Vamos começar logo antes que me chamem de enrolão!
     
       Bem, não é de hoje que o ser humano se  preocupa com a higiene bucal. Mas qual a escovas de dentes mais antiga?Como eram as primeiras escovas?
     Há muito tempo o ser humano faz limpeza dos dentes, nem que com o dedo. O que também não significa dizer que todos os povos faziam a dita limpeza e... Mas vou deixar de enrolar e começar logo!
     A escova de dentes mais velha foi encontrada numa das civilizações mais antigas da humanidade: na civilização egípcia. Mas ela não se parecia com as que temos nos dias de hoje. Pois era simplesmente um ramo desfiado até chegar às fibras. 
     Foi na china que as escovas ganharam aparência de escovas. Mas não eram feitas dum material muito agradável, ao não ser que se goste de esfregar um leitão nos dentes, pois as cerdas delas eram feitas de pêlo de porco que eram amarradas numa varinha de bambu ou num pedaço de osso. Escovas assim surgiram por volta do século XV.
   Depois  dum tempo até pelo de cavalo foram usados para as cerdas.
   Mas cerdas de pelos de animais tinham problemas: surgia morfo por causa da umidade, o que não era bom para a higiene bucal, e as extremidades das cerdas feriam a gengiva.
                             
                                                 
                                              Que elegância em escovar os dentes em frente duma bacia!

 
   Felizmente em 1938 surge a escova de náilon que até hoje é utilizadas. Na minha opinão um material bem mais agradável do que pelos.
   Exite agora também a escova de dentes sustentável.A libanesa Leen Sader, uma estudante de designer descobriu que um graveto da árvore Salvadora Pérsica pode muito bem ser usado para a limpeza bucal.É a escova sustentável que muito se assemelha com a mas antiga (aquela do Egito Antigo). Esse graveto (o Miswak) possui cerdas naturais no seu interior, com propriedades antimicrobianas. Nem é preciso de creme dental! Mas atenção  é o tal graveto da Salvadora Pérsica. Não vá sai por aí esfregando os dentes qualquer galho de árvore.
    Deem uma olhada nela:
            
  

  Agora sentemos e esperemos a próxima evolução (quem sabe não seja um lazer especial que tire a sujeira sem precisar esfregar?Seria a extinção das escovas de dentes).


Não deixe de comentar dando sua sugestão para o blog!
 Fontes de Imagens-  prevencaobucal.blogspot.com ;  pt.dreamstime.com ;   achetudoeregiao.com.br ; animais.culturamix.com ; http://pt.wikipedia.org/wiki/Escova_de_dentes  ;    picblow.com ;  super.abril.com.br


Fontes de pesquisa-  http://www.sitedecuriosidades.com ;  http://pt.wikipedia.org/wiki/Escova_de_dentes

sexta-feira, 23 de março de 2012

Europeu: os primeiros americanos??????

                                      Editora Globo
                               Primeiros habitantes da América vieram do leste europeu // Crédito: Museu de História Natural, EUA

   Pronto agora a gente endoida com uma dessas!Essa é de dar dor de cabeça e nó no cérebro.
  Segundo novos estudos os europeus chegaram à América primeiro.
           
    É isso mesmo. E coloquei de forma bem destacada para não parecer que você, caro leitor, não tenha entendido direito.

    Segundo novas pesquisas feitas  no Estados Unidos os primeiros moradores da América vinheram da Europa e não da Ásia como se pensava.
    A conclusão foi fruto de estudos sobre ferramentas encontradas em seis locais diferentes da costa dos Estados Unidos, que têm o estilo europeu e têm entre 19 mil e 26 mil anos de idade. Segundo  os que fizeram a pesquisa os europeus da Idade da Pedra donos dessas ferramentas chegaram mais ou menos 10 mil anos antes dos ancestrais indígenas norte-americanos. Os Europeu chegaram primeiro que os nossos índios!
   Como chegaram?
   Caso o leitor não saiba os seres humanos primitivos não podiam voar. Para chegarem aqui na América vinheram no auge do da Era Glacial, quando regiões do Ártico se encontravam congeladas.
  Qual vai ser a próxima, depois duma dessas?
  Caso não acredite na seriedade dessa notícia, caro cético leitor eu convido a visitar a fonte dessas minha informações: 
  http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI296647-17770,00-RVIDENCIAS+SUGEREM+QUE+EUROPEUS+CHEGARAM+A+AMERICA+PRIMEIRO.html